| Número de homossexuais assassinados em Minas cresce 17,5% |
|
|
|
| Sex, 12 de Março de 2010 06:20 | |||
|
Elaine Pereira Portal Uai Minas Gerais está em quarto lugar no país em número de mortes de homossexuais, empatado com São Paulo, com 14 assassinatos e perdendo para o Paraná, a Bahia e o Piauí. Em 2009 ocorreram 17,5% mais mortes do que em 2008, número que revela que, mesmo com os avanços democráticos e leis que buscam garantir a cidadania no país, a homofobia é palpável. Os números foram divulgados nesta quinta pelo Fórum Mineiro LGBT com base no relatório do Grupo Gay da Bahia, que contabiliza as mortes a partir de notícias publicadas na imprensa e levantadas pelas ONGs LGBT do Brasil. Subnotificação Segundo ele, em muitos casos a subnotificação é ajudada, por exemplo, pela forma como a morte é registrada. "Um travesti morto, de saia e sapato alto, é registrado como homem", diz. A sociedade é tão cruel com os homossexuais que muitos não tornam sua visibilidade pública, isto é, não se assumem. Muitos estão 'no armário' porque sofrem discriminação em casa e na rua. Isso também contribui para a subnotificação", afirma. De acordo com o relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) dos 14 homossexuais assassinados em Minas no último ano - seis a mais que em 2008 - seis são gays e oito são travestis. Nenhum assassinato cuja vítima seja lésbica foi notificado. O documento mostra ainda que a homofobia é mais forte em cidades do interior do Brasil. Dos 14 assassinatos notificados no estado, 11 foram consumados em cidades do interior. A quantidade de jovens homossexuais até 29 anos assassinados também chama a atenção. Crueldade O relatório apresenta mais uma informação preocupante: de todos os crimes apresentados no Brasil, 80% das ocorrências policiais têm 'autor desconhecido'. Apenas 20% dos assassinos são identificados e menos de 10% punidos na forma da lei. "Algumas vezes, a família não quer dar continuidade à busca do assassino porque não quer assumir que tem um homossexual na família", completa. Mobilização "Caravanas com ativistas do Brasil todo irão para Brasília. É diferente da parada gay. Será um dia específico para exigir do governo federal que resolva várias questões que estão engavetadas", conclui. Ele acredita que cerca de 1,2 mil pessoas devem comparecer ao evento. fonte: Correio Web
|