PEDOFILIA NA IGREJA: Vaticano diz que bispos foram rápidos ante escândalo de pedofilia PDF Imprimir E-mail
Ter, 09 de Março de 2010 17:42
Governo da Alemanha quer incluir protestantes na discussão sobre os abusos sexuais

AFP

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, defendeu nesta terça-feira (9) as Igrejas Católicas da Alemanha, Áustria e Holanda, "entre outras", que reagiram com "rapidez e determinação" ante os escândalos de pedofilia que envolveram vários sacerdotes.

O porta-voz do Vaticano defendeu o comportamento das autoridades eclesiásticas dos países onde foram revelados graves escândalos de abusos de menores por parte de religiosos nos últimos meses, entre eles vários da Europa, como Alemanha, Irlanda, Holanda e Áustria.

Falando à Rádio Vaticano, Lombardi disse que "concentrar os abusos apenas na Igreja deforma a perspectiva dos fatos".

- As reuniões episcopais feitas pelos países envolvidos demonstraram que eles abordaram o problema com transparência e, em alguns casos, aceleraram a revelação do caso, convidando as vítimas a falar ainda que já tenha transcorrido muito tempo.

Alemanha criticou "silêncio" da Igreja Católica

O governo alemão criticou na segunda-feira o papel da Igreja Católica nos escândalos de abusos sexuais que vieram à tona recentemente na Alemanha, nos quais também está envolvido um coro dirigido pelo irmão do papa Bento 16.

A ministra de Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, repreendeu na segunda-feira o Vaticano, que dificultou as investigações sobre abusos sexuais em colégios católicos, onde havia sido erguido "um muro de silêncio".

O porta-voz do Vaticano lembrou que os casos de pedofilia denunciados não envolvem apenas a membros da Igreja Católica e indicou que na Áustria "de 510 casos investigados, 17 envolvem a Igreja".

Lombardi aprovou também a iniciativa lançada pelo governo alemão de convocar uma "mesa-redonda" com representantes da Igreja para discutir, entre outras coisas, as "indenizações" às vítimas.

Governo da Alemanha quer incluir protestantes no debate

A Conferência Episcopal Alemã havia rejeitado várias vezes essa proposta, alegando que os abusos sexuais contra menores "não são um problema específico" da Igreja Católica.

- A Igreja está preparada para participar e para se comprometer.

O Ministério da Família da Alemanha pretende realizar uma mesa-redonda em 23 de abril com a participação do setor educativo e das igrejas católica e protestante.

A chanceler alemã Angela Merkel agradeceu na segunda-feira a disponibilidade da igreja local e elogiou "a seriedade" com que aborda o problema.

Os casos de pedofilia de sacerdotes afetaram diversos países, o que preocupa a Igreja Católica, que é responsável pela educação de muitos jovens no mundo.

Última atualização em Ter, 09 de Março de 2010 17:58
 
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